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    Chad Mannor: Caos

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    Kazy
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    Ralph Chad Mannor: Caos

    Mensagem por Kazy em Ter Jan 04, 2011 2:26 am

    Olá pessoal, estou aqui pra divulgar meu livro. Sei lá, me deu na telha escrever e tive várias idéias malucas, então resolvi passá-las para o papel, ou melhor, pro word. Então é isso ai, avaliem ^^


    Chad Mannor: Caos



    Spoiler:
    Capítulo I - Recebo vários ataques



    Meu nome é Chad Mannor. Sou apenas um garoto comum, que faz coisas comuns e tem uma família comum. É o que eu diria a um ano atrás, antes de vários acontecimentos que mudaram a minha vida.

    - Alexandre Mannor, o que você está pensando? – bufou minha mãe – Quer perder o ônibus?

    - Mãe, eu já estou indo. O ônibus vai esperar todos chegarem.

    - Mas você quer atrasar todo mundo? – persistiu.

    - Não mãe, eu já estou de saída. – respondi.

    - Suas coisas estão arrumadas já.

    - Obrigado mãe, eu te amo.

    Minha mãe é legal, o único problema dela é se preocupar demais comigo. Ok, eu sei que toda mãe é assim, mas a minha é demais, uma vez ela me viu escorregando no chão e já queria me levar no médico. Eu tinha medo na época, então me esperneava e chorava, ai então ela decidia não me levar.

    Sai de casa. Uma coisa que eu vejo todos os dias: tráfego. Moro em São Paulo, é uma importante cidade do meu país. Apesar de só fazer o trajeto casa-escola e não andar muito por aí, gosto muito dessa cidade.

    Continuei caminhando. Eu precisava andar por uns 20 minutos até chegar a minha escola, mas sempre demorava um pouco mais porque tinha que esperar meu amigo Brian. Conheço ele desde quando eu tinha 5 anos.

    - Ei cara, vamos logo. Hoje vamos viajar e você ainda não está pronto. – resmunguei.

    - Ah, olha quem fala. – retrucou.

    - Sério, vamos, eu quero chegar logo.

    - Está bem, relaxa.

    Brian era mais alto que eu, e sempre chamava mais a atenção das garotas. Eu perto dele não era ninguém praticamente. Mas ele odiava quando eu falava isso. Nós dois juntos tínhamos muitos assuntos para conversar, falávamos de garotas, esportes, computadores, enfim, várias coisas mesmo.

    Chegamos no colégio. O ônibus nos esperava em frente ao portão.

    - Ei garotos. – gritou o motorista – Vocês são os únicos que faltam, querem ir entrando de uma vez?

    - Viu Brian, – eu disse com o ar provocador – por culpa sua.

    - Haha, engraçadão. – disse ele sarcasticamente.

    Encontramos um lugar ao fundo. Enfim, ouvimos de tudo: “Vocês dois parecem noivas” ou então “estavam namorando é?” Bem, é só ignorar, como dizia Brian.

    Na sala tínhamos outra amiga, Sabrina. Ela era super legal, e deixava qualquer um de alto-astral, o porquê disso eu não sei, mas a presença dela era sempre agradável. Brian dizia que era porquê eu era “apaixonado” por ela, mas na verdade eu não era, eu só a achava divertida mesmo, apesar de ela ser muito bonita.

    Nossa viajem continuou. Durante a viajem passávamos por várias cidades do interior e era legal ver que em cidades pequenas quase todas as pessoas se conheciam e havia felicidade, mesmo sem shoppings, praças, cinemas.

    Estávamos indo para um acampamento que todo ano o colégio em que estudo leva. O acampamento até que era legal, o problema eram as competições e a divisão das equipes. Quase sempre eu ficava separado dos meus amigos, e tinha que ir contra eles.

    - Você parece animado esse ano. – disse Sabrina.

    - Pois é, esse ano quero ganhar todas as medalhas. – disse com o peito estufado.

    - Se você não for da minha equipe esqueça. – comentou Brian

    - Nem vem garoto, esse ano eu quero ir junto com vocês. - disse Sabrina.

    - Mas Sabrina, o instrutor nos separa justamente por que somos amigos. – resmunguei.

    - Esse ano será diferente, pode apostar em mim. – Ela dizia isso com um tom tão confiante que eu até acreditava, mas conhecia o instrutor e ele era muito imbecil.

    - Espero que sim. – disse Brian

    - Pois é – falei.

    Alguns garotos da turma iam cantando ou fazendo bagunça – a maioria fazendo bagunça – o que deixava as professoras iradas, mas de qualquer forma, elas não conseguiam controlá-los. Alguns até paravam de bagunçar de vez em quando para observar a paisagem. Grandes rios, florestas. Nem parecia São Paulo.

    Ouve um estouro.

    - Ahh, não acredito. – lamentou a Professora Anna – o pneu estourou.

    - Sinto dizer pessoal, mas vamos fazer uma pausa. – disse o motorista.

    Todos desceram do ônibus. Alguns ainda cantando e outros ainda bagunçando. Ouvi alguma coisa sobre o tempo que demoraria a troca do pneu e resolvi pedir para a professora se podíamos dar uma volta.

    - Tudo bem, mas veja se não vão longe, senão iremos deixar vocês aqui, ouviram? – disse preocupada.

    - Tudo bem, em 5 minutinhos estaremos de volta. – mentiu Brian.

    Fomos caminhando floresta adentro. Sim, já estávamos bem longe da cidade e podíamos ouvir apenas pássaros ao invés de carros, buzinas, anúncios, aviões, dentre outros sons que deixam a gente maluquinhos. No entanto, ouvimos um som que oscilava entre agudo e grave, além de ser extremamente alto.

    - O que... O que é isso? – perguntou Sabrina, assustada.

    - Não sei... Vamos ver. – disse eu, demonstrando coragem.

    - Chad, espera. Não seria melhor chamar alguém? – advertiu Brian.

    - Que nada, vamos só dar uma olhadinha.

    Eu mal podia imaginar que essa “olhadinha” ia mudar completamente a minha vida.

    - Hã? Uma porta? – perguntou Brian, extremamente confuso.

    Não sei como, mas havia uma porta em pé, sem paredes nem nada. Aliás, não era uma porta comum, era uma porta com um aspecto de antiga, parecida com aquelas portas usadas em castelos. Eu já estava abrindo quando Sabrina gritou.

    - O que você acha que está fazendo Chad?

    - Ué, abrindo a porta. – brinquei.

    - Chad, isso é sério, nós nem sabemos o que tem aí. – lembrou.

    - Então, pra saber temos que abrir. – disse.

    “A curiosidade matou o gato” era isso que eu havia pensado nesse momento. Mas além de curioso, eu realmente era muito corajoso. E eu precisava saber o que tinha naquela porta. Brian não disse nada, só ficou com um olhar fixo para a porta, pra mim parecia que ele também queria saber o que tinha lá.

    - Ah, vamos voltar. – disse Sabrina.

    - Sabrina, agora que chegamos aqui, vamos ver o que tem aí dentro. – insistiu Brian.

    - É mesmo. – pressionei.

    - Ah, tudo bem, mas se...

    Foi só ela dizer tudo bem que eu abri a porta.

    Isso foi tipo, HÃ? De repente eu estava sozinho em um belo campo. Muito parecido com aqueles em que aconteciam as guerras para a conquista de territórios. No lugar haviam muitas árvores, animais, e eu podia avistar alguma coisa que me parecia ser uma cidade.

    ZUM, passou uma flecha próxima de mim. Olhei para a direção em que ela veio. Cara, eu não gostaria de ter visto o que eu vi. Muitos, mas muitos mesmo, arqueiros e cavaleiros correndo em minha direção. Eu fiquei pasmo, em estado de choque, até uma flecha raspar no meu braço e me tirar do estado de choque. Instintivamente eu comecei a correr, mas nunca corri tanto na minha vida. – nem naquelas aulas chatas com professores estagiários de Ed. Física

    Não sei como, mas consegui avistar alguém próximo as árvores. Ele estava vestindo uma armadura – que aparentava ser muito pesada - e um capacete.

    - Por aqui. – disse-me essa pessoa.

    Consegui saltar próximo a ele. No mesmo instante ele ergueu seu escudo e parou 4 flechas que haviam sido disparadas contra mim.

    - Obrigado. – disse-lhe retomando o fôlego

    - O quê você está fazendo aqui? – perguntou-me como se eu tivesse cometido o maior pecado de todos.

    - Pra falar a verdade, eu não sei.

    - Quem te trouxe aqui?

    - Uma porta.

    - Uma porta? – perguntou.

    - É.

    - Estranho, – mencionou – justamente agora que estamos em guerra o portal foi aberto. Você deve ser alguém muito importante garoto.
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    Spoiler:
    Capítulo II - Tenho uma aula de Geografia bem diferente

    Ok, o que dizer para uma pessoa totalmente desconhecida com uma espada e um escudo na mão? Isso era totalmente diferente das minhas aulas de História. Aquilo tinha que ser um sonho. Infelizmente não era. O que eu faria ali, no meio do nada? Fiquei olhando para o homem. – descobri que era um homem pela sua voz.

    - E então garoto, tenho que te levar para um lugar seguro agora. E além disso, você precisa conversar com o nosso mestre em alquimia.

    Por mais estranho que pareça, os inimigos parece que não nos viram – ou nos ignoraram – e avançaram para aquela cidade que eu havia avistado.

    - Tudo bem, vamos. – disse o cavaleiro.

    - Como assim tudo bem? Eu poderia ter morrido de verdade. – disse-lhe com o tom elevado.

    - Você prefere ficar aqui então? Por mim tudo bem, menos peso para eu carregar.

    - Ah, quer saber? Vamos logo falar com esse alquimista.

    Eu não sabia se estava fazendo a coisa certa, mas esse cara salvou a minha vida, o mínimo que eu poderia fazer era acreditar nele.

    Quase esqueci dos meus amigos. Onde estariam Brian e Sabrina?

    - Ei, você não viu mais ninguém por aqui? – perguntei aflito.

    - Não, por quê? Não vai me dizer que veio com mais alguém.

    - Sim, vim com mais dois amigos, uma menina e um menino.

    - Ah não, então você realmente é alguém importante. – disse-me seriamente.

    - E tem isso também, porquê eu sou alguém importante? – perguntei com medo de ouvir a resposta.

    - Ah, isso eu não posso te falar por enquanto, só iria atrair problemas.

    Depois disso continuamos andando, ele me parecia pensativo.

    O lugar onde eu estava era lindo. Montanhas gigantescas, grandes campos, rios cristalinos, árvores por todos os lugares e muitos animais que eu só via no Zoológico estavam presentes. O que mais me impressionou no cenário foi que ao longe eu vi uma montanha com uma cidade no topo, acho que era para onde estávamos indo.

    Resolvi quebrar o silêncio.

    - Ei, tenho que perguntar. Qual é o seu nome?

    - Razar. – respondeu com naturalidade.

    - Razar? – perguntei espantado.

    - É. E o seu como é?

    - Alexandre, mas todos me chamam de Chad.

    - Hmm, interessante escolha. Chad significa combate na civilização celta.

    - Maneiro. – respondi sem entusiasmo nenhum. – E onde estamos?

    - Em Calana.

    - Em que país fica isso?

    - Calana é um país. – disse-me com naturalidade, como sempre.

    - Eu não me lembro de nenhum país com esse nome. Me diga algum outro país vizinho, pra eu saber em que continente eu estou pelo menos.

    - Hmm, temos Senja como aliada, Lanoar também.

    - Será que eu sou tão ruim assim em Geografia? Não lembro de nenhum desses países. – Eu disse muito confuso.

    - É por que você não está no mesmo local que estava antes de entrar pelo portal. – explicou.

    - Quê? Aqui é a Terra não é?

    - Sim. Mas é meio diferente do normal.

    - Como assim? – perguntei preocupado.

    - Aqui é um local perdido em espaço e tempo. Denominamos essa área do planeta como Dimensão X. Estamos “presos” entre a era tecnológica e a era medieval. Aquelas flechas que atiraram em você, por exemplo, não eram flechas comuns, eram feitas de uma alta tecnologia inventada por mecânicos de Lanoar. Não se impressione se vir coisas muito mais avançadas do que você vê onde mora.

    Por um lado isso era legal, imaginei um lugar preso em espaço e tempo.

    Estávamos quase chegando à cidade quando avistei a coisa mais incrível de todos os tempos. Eu acho que não tenho palavras para descrever o que eu senti naquele momento. Talvez medo seria a palavra certa, mas eu não estava com tanto medo daquilo assim.
    Estava diante de um gigante dragão, que estava sendo montado por uma pessoa com uma armadura parecida com a de Razar. Mas não era um dragão comum, ele usava uma armadura reluzente. Parecia um robô para te falar a verdade, mas havia espaços em que ele era livre da armadura, como as articulações e as suas gigantescas asas.

    - Uau, por que você não me disse que veria um dragão desses? – perguntei encantado.

    - Hmm, pensei que você saberia. – respondeu com a mesma calma de sempre.

    - Ele não morde? – perguntei.

    - Hahahaha – gargalhou Razar.

    - Qual a graça? – percebi que estava vermelho de vergonha.

    - Domar dragões é a nossa arte, aqui os dragões não atacam ninguém a não ser que a gente os ordene.

    - Incrível.

    Chegamos na cidade. Foi uma experiência fantástica. A estrutura da cidade era parecida com aquelas cidades da Roma Antiga, mas de antiga não tinha nada. Garotos da minha idade – imagino – passavam voando com suas pranchas voadoras. Pessoas e robôs conviviam normalmente. Dentro da cidade havia mais domadores de dragões, além de vários tipos de dragões diferentes. No centro havia um castelo, mas por fora havia um telão que passava propagandas de roupa, comida, automóveis, entre várias outras coisas. – Eu pensei que poderia ser um tipo diferente de shopping.

    - Uau!!!

    - O quê foi? – perguntou Razar, mesmo sabendo a resposta.

    - Isso é o máximo. – me belisquei pra conferir se não era um sonho.

    - É verdade, eu também fiquei assim quando conheci Dían.

    - Nossa. Aqui tudo tem nome estranho.

    - Se é o que você acha... Mas com o tempo se acostuma. – sorriu para mim.

    Continuávamos a andar cidade adentro, e eu só me encantava mais ainda. As crianças brincavam com cartas holográficas, parecidas com as daquele desenho que passava na televisão. Além dos dragões havia outros animais na cidade, como ursos, lobos, cobras, pássaros, e quase todos usavam algum equipamento tecnológico.

    Demos uma parada em uma espécie de restaurante.

    - Você deve estar com fome. – disse-me Razar.

    - Estou mesmo, mas não tenho dinheiro aqui.

    - E nem que tivesse, aqui só aceitam a moeda de Calana.

    - Hmm, então como vou comer? – perguntei na esperança de ele me pagar a comida.

    - Eu pago.

    - Beleza. – aceitei na hora.

    Eu não devia ter aceitado. Eu nunca tinha visto aqueles pratos, e pela cara, não pareciam nada bons.

    - Ué, não vai comer? – perguntou me olhando com uma cara feia.

    - É, isso é meio diferente do que eu como... Não tem nenhum Mc Donald’s por aqui não?

    - Não, você vai ter que comer aqui.

    - Ah, fazer o quê? – perguntei dando de ombros.

    Sabe, até que era bom aquilo. Na verdade, bom demais. Comi bastante até encher a barriga.

    - Razar, isso é muito bom... O que é? – perguntei.

    - Carne humana. – respondeu.

    - O QUÊ??? – perguntei já cuspindo tudo de volta.

    - Hahaha, estou brincando. É uma mistura de carne de vários animais.

    - Ah, menos mal...

    - Então, já está bom?

    - Sim. – respondi satisfeito.

    - Então vamos andando.

    Já estava escurecendo, e eu estava realmente cansado. Tudo que eu precisava era de um lugar para dormir e repor minhas energias.

    De noite, Dían ficava mais incrível ainda, tudo brilhava, as armaduras dos animais, os robôs, aquilo sim era realmente um show de luzes.

    Chegamos em uma pousada.

    - Boa noite cavalheiros. – nos recebeu um pequeno robô.

    - Boa noite, eu gostaria de um quarto para dois. – disse Razar.

    - É pra já. – respondeu o robô e logo em seguida nos deu um cartão eletrônico.

    Fomos até o nosso quarto. Quando estávamos lá dentro, perguntei a ele o quê fariam comigo, mas ele não sabia o que responder.

    Silêncio absoluto.

    - Boa noite garoto, descanse bem, pois amanhã será um dia difícil.

    Eu não sabia o que ele queria dizer com isso. Hesitei em perguntar algo. Mas assenti. Foi eu virar para o lado que adormeci.

    Sonhei com as guerras medievais, e com as aulas de História que tinha com a professora Lorena. No sonho estavam Sabrina e Brian. Onde estariam agora? Será que só eu vim parar aqui? E como eu farei pra voltar pra casa?

    Enfim, amanheceu.

    - Acorde Chad. – disse Razar – O dia está lindo lá fora.

    Foi a primeira vez que o vi sem a armadura. Ele não tinha nada de especial, a não ser por uma cicatriz no braço esquerdo. Uma baita cicatriz.

    - Ah, que horas são? – perguntei sonolento.

    - Sete horas da manhã, vamos rápido que temos de nos encontrar com o alquimista.

    - Ah, tá muito cedo Razar, vamos dormir mais um pouco.

    - Nada disso. Temos muitas coisas para fazer hoje.

    Assenti, me levantei, coloquei minha roupa e escovei os dentes.

    Andamos apenas algumas quadras e chegamos no alquimista que Razar tinha mencionado.

    - Ei Norton, olha quem eu trouxe. – disse Razar.

    - O quê esse garoto faz aqui? – perguntou impressionado o alquimista.

    Spoiler:
    Capítulo III - Um urso muda minha vida

    Ah tudo está normal por enquanto. Tirando o fato de Norton ser um urso que fala.

    - O... o... o urso fala – gritei.

    - E o quê tem isso garoto? – perguntou Norton. – Você também fala.

    - Eu sou um ser humano, e você um animal.

    - Ah, sério? – perguntou sarcasticamente.

    - Bem Chad, esse é Norton – disse Razar. – Ele pode não parecer, mas é o nosso melhor alquimista.

    Norton era um urso de pelagem clara, mas não chegava a ser branca, era mais parecida com um cinza claro. Ele usava um tapa-olhos, – aqueles de pirata mesmo – um tipo de luva na pata esquerda.

    A “oficina” onde estávamos era bem legal, parecia o laboratório de ciências do meu colégio. Tinha alguns tubos de ensaio pelas mesas, – alguns tinham uns líquidos muito estranhos – pedaços de outros animais espalhados em grandes potes, que me fez lembrar de uma coisa.

    - Todos os animais falam aqui? – perguntei curioso.

    - Nem todos – respondeu-me Razar. Apenas os que nascem para ser guardião de algo ou de alguém.

    - Hmm, o que mais eu preciso saber desse lugar? – perguntei esperando algo menos inusitado de resposta.

    - Disso – disse Norton retirando sua luva.

    Eu estava olhando atentamente. Norton abriu sua mão. Pude notar um tipo de tatuagem nele, com um símbolo parecido com o de uma flor de quatro pontas, mas cada ponta era diferente, tinha os quatro elementos, fogo, água, ar e terra. Após eu ter percebido isso, Norton começou a fazer movimentos estranhos com a mão. Senti o ar mudar. Diante de meus olhos, surgiu uma labareda.

    - Não consigo acreditar – disse admirado.

    - Pois é – disse Razar. – Norton domina os elementos. Incrível não? – perguntou já sabendo a resposta.

    - Com certeza. – respondi ainda admirado.

    - Enfim, chega de papo furado – disse Norton com uma feição sombria.

    Eu estava a ponto de saber porquê eu era tão importante assim como eles diziam. Agora era tarde para mudar a minha opinião. Teria que escutar de qualquer jeito.

    - Alexandre – disse Norton sério. Existe um livro que somente duas pessoas conseguem ler. Eu e meu mestre. Nesse livro consta a História.

    - Um livro de História? – perguntei.

    - Não é bem um livro de História, mas da história da Dimensão X. Bem, meu mestre partiu em busca do significado de sua vida há algum tempo, e agora eu sou o único que consegue ler o livro, já que antes de partir meu mestre deixou seu livro comigo. Mas o ponto é que nesse livro consta a história do futuro da Dimensão X. Esse livro nunca acaba, ele não tem fim.

    - Ainda não entendi por que sou importante – disse-lhe, mas desta vez eu estava realmente interessado.

    - Eu andei lendo esse livro por um bom tempo, e descobri que nesse ano haverá uma guerra devastadora, apesar de já nossos vizinhos já estarem em guerra. O motivo dessa guerra devastadora não consta no livro, mas há uma grande parte do livro que diz o seguinte: “Em tempos difíceis aparecerá o garoto responsável pela paz na Dimensão X. Ele trará dois companheiros, e juntos tentarão trazer paz a toda a Dimensão X. Todos deverão recebê-lo como um rei.” – concluiu Norton.

    - Vocês não estão pensando que sou eu, não é? – perguntei preocupado.

    - Eu não acho, tenho praticamente certeza – respondeu-me Razar.

    - Esperem, pode ser apenas coincidência – respondi rápido.

    - Pode ser... Mas vamos tirar a prova – grunhiu Norton.

    - Espere Norton – interferiu Razar. – Quero levar Alexandre para um lugar antes dele saber a resposta.

    Norton suspirou.

    - Tudo bem – assentiu.


    Saímos do laboratório. Fiquei observando, mas nenhum daqueles animais que estavam pela rua falava. Continuamos andando.

    - Dependendo da resposta que receber, você sabe que muita coisa pode mudar, não é? – perguntou-me Razar.

    - Como assim?

    - Se você for mesmo o garoto que estamos esperando, você terá que ficar por aqui um bom tempo. Vai ter que treinar duro. Isso consta no livro. Se for você mesmo, será um ótimo espadachim.

    Eu não sabia se eu queria aquilo, mas se eu fosse eu teria que ajudá-los, Razar agora era meu amigo, eu não poderia deixá-lo ali simplesmente.

    - Eu sei – respondi. – Mas já estou decidido, se eu não for o garoto, ficarei aqui para ajudá-los.

    Razar ficou paralisado. Acho que ele não estava esperando uma resposta dessas.

    - Que ficarei aqui para ajudar todos – repeti.

    Definitivamente Razar não esperava que eu respondesse isso. Ele ficou mais quieto que eu quando cheguei na Dimensão X.

    - Razar, eu tenho uma pergunta.

    - Sim? – ele disse com uma voz meio diferente.

    - Você fala que língua?

    - Ah, nós temos a mesma língua que a Terra. A língua que eu falo é a mesma que você fala aonde mora. – respondeu com a mesma naturalidade de sempre.

    - Você fala português? – perguntei entusiasmado.

    - Então é assim que a chamam na Terra? – perguntou.

    - É – respondi confuso.

    - Bem, aqui nós chamamos de calanês, mas cada país muda o nome, mesmo que a língua seja a mesma.

    - Hmm, interessante.

    Chegamos ao lugar em que Razar queria me levar. Era um lindo parque. No centro havia um lago enorme, dentro havia pessoas e animais, em harmonia. O ar ali parecia ser mais puro que em qualquer outro lugar, eu parecia ver as árvores respirando. Eu poderia ficar ali o tempo inteiro se pudesse.

    - Aqui foi o único lugar que eu me sentia bem quando cheguei aqui – disse Razar, sorrindo.

    - Como foi a sua primeira vez aqui? – perguntei.

    - Me desculpe Chad, não gosto de falar nisso.

    Assenti. Razar parecia melhor ali. O vento batia em seu cabelo comprido, como se o estivesse convidando para ficar ali para sempre.

    - Eu estou louco para encontrar meus amigos, sabe? – falei meio desapontado.

    - Em breve você os verá – respondeu com tanta firmeza que acreditei.

    Pensar em Sabrina e Brian ali era difícil. Como os dois haveriam se saído? Bom, eu sabia que eles não estavam sabendo da guerra que acontecerá, pois somente Norton consegue ler o livro. Mas eu tinha um pressentimento bom em relação a isso.

    - Espero que Brian e Sabrina estejam com alguém como você. Onde quer que estejam – falei.

    - Eles estarão bem – disse. – Fique tranquilo.

    Estávamos sentados em um banco embaixo de uma enorme árvore. Razar se levantou.

    - Só quero te levar para fazer algo.


    Estávamos em um local alto, era um campo parecido com aquele pelo qual eu havia chegado a Dimensão X.

    Razar assoviou bem alto. Eis que então surgiu um dragão. Era um dos mais bonitos que eu já tinha visto. Seu corpo tinha um tom alaranjado e sua armadura era um pouco diferente, mas muito bonita.

    - Vamos dar uma voltinha – disse Razar sorrindo.

    - Sério? – perguntei alegre.

    Razar me colocou em cima do dragão. Lá em cima ele parecia um esportivo. Um exímio carro-conceito. Perto de sua cabeça tinha uma espécie de computador, mas eu conseguia atravessar a tela com a minha mão, era algo holográfico.

    - Ihaaa dragãozinho – disse parecendo uma criancinha.

    - Ah, me poupe... Eu tenho um nome, ok?

    - Chad, esse é Phyra – disse Razar.

    - Nossa, que nome original – murmurei.

    - O quê? – gritou Phyra.

    - Ah, nada, nada – falei isso e pedi desculpas.

    Voar era super legal. Eu já tinha voado de avião uma vez em uma viagem de negócios do meu pai, mas nada se comparava a isso. Abri os braços e senti o vento cortando entre meus braços.

    - Gostaria de fazer isso sempre – disse-lhes.

    - E fará – disse Phyra.

    Infelizmente o passeio foi curto. Paramos próximos ao laboratório novamente. Me despedi de Phyra, que nos deixou ali e cortou o horizonte.

    - Pois é, vamos – disse-me Razar.

    - Vamos – assenti.

    Chegamos no laboratório e lá estava Norton preparando algumas poções mágicas.

    - Ah, chegaram – disse Norton entusiasmado. – Razar o levou para dar uma volta com Phyra?

    Assenti. Mas o clima pouco tempo depois já ficou tenso.

    - Então vamos logo com isso – disse Razar.

    - Tudo bem – disse Norton se aproximando de mim.

    Norton mergulhou sua pata em um vidro que continha um líquido esquisito e depois encostou-a em minha testa. Imediatamente faíscas começaram a sair de sua mão. Eu não sabia o que aquilo significava, e tinha medo de perguntar.

    - Era exatamente como eu pensei – disse ele.

    Spoiler:
    Capítulo IV - O árduo treinamento começa

    Clima tenso, Norton ficou me olhando sério por um bom tempo, e depois me deu um sorriso com suas presas carnívoras.

    - Alexandre Mannor, você é quem estávamos esperando.

    - Eu.. eu.. eu não tenho palavras – gaguejei parecendo um bobo.

    - Nem precisa – disse Razar. – Acho melhor você ir tomar um ar lá fora – aconselhou-me.

    - Ce... Certo... – ainda parecendo um bobo.

    Ver Dían agora era muito diferente. Eu. Eu teria que ajudar essas pessoas com uma guerra pela qual nem sabia o motivo. Se ao menos tivesse um dos meus amigos junto comigo. Ah, só quero ver Sabrina me dizendo Eu te disse. É chato como ela sempre tem razão de tudo.

    Acho que soube como é ser um pai, eu olhava para todos como se eu fosse o pai dessas pessoas.

    Cheguei ao parque que Razar tinha me levado há pouco. Deitei-me na grama e fiquei olhando para o céu.

    Fiquei pensando. Um menino como eu, magro e fraco. Como poderia eu ser o salvador dessas pessoas? Por que o livro tinha que justamente, me escolher? Talvez eu nunca fique sabendo dessas respostas – pensei comigo mesmo.

    - Ei Alexandre – escutei a voz de Razar.

    - O quê foi? – perguntei.

    - Eu sei que isso tudo parece difícil – disse Razar meio encabulado.

    - Eu já estava preparado para ouvir a resposta – disse eu. – Mas mesmo assim, foi um choque e tanto.

    Razar estava com uma espécie de mochila redonda no braço.

    - Você irá ajudar todos, pode ter certeza – disse ele decidido.

    - Tomara que sim.

    - Olha, vou te contar como foi minha primeira vez aqui – disse-me voltado para o céu. – Quando cheguei em Calana, naquele livro havia uma profecia parecida com a sua. Mas eu não vim sozinho, cheguei aqui com mais duas pessoas. Era meu pai e minha mãe.

    Percebi como Razar estava diferente, mas não quis interferir na história.

    - No livro estava escrito: “Na mudança de estação virá o garoto que protegerá Calana e esperará pelo encarregado que trará a paz para a Dimensão X. Ficará sozinho até estar preparado. Ele deve ser o responsável pelo treinamento do portador da paz.” – concluiu Razar.

    - Espera ai – interferi. Você não disse que veio com seu pai e sua mãe? Como dizia no livro que você ficaria sozinho?

    - Esse é o ponto, ao chegar aqui meu pai e minha mãe foram assassinados – disse Razar com lágrimas nos olhos.

    - Mas, e como você ficou sabendo da profecia? – perguntei com cuidado.

    - Quando meu pai e minha mãe morreram, a única coisa que eu pude fazer foi fugir. E fugindo eu encontrei o mestre de Norton. Zio. Ele me contou da profecia – disse Razar levantando-se.

    - E o que aconteceu depois? – perguntei.

    - Bem, eu não conseguia aceitar a idéia, e fugi. Mal sabia que estava completando uma parte da profecia.

    - A de que iria ficar sozinho – palpitei.

    - Exatamente – respondeu.

    - Mas ouve uma coisa que não foi contada no livro – advertiu.

    - O quê? – perguntei curioso.

    - Eu encontrei Phyra.

    - Então o livro não conta toda a história – pensei. – Ele só faz com que o leitor comece a preparar a pessoa que faz parte das profecias – disse eu.

    - Pode ser – respondeu agora com um sorriso. – Mas não se preocupe, o livro não erra. Você trará a paz para a Dimensão X.

    - Assim espero – concluí.

    Já estava quase na hora do almoço. Eu estava morrendo de fome.Definitivamente eu queria comer aquele prato que havia comido quando cheguei.

    - Vamos pra minha casa – disse Razar.

    - Ué, se você tem casa, por que dormimos no hotel ontem? – perguntei confuso.

    - Ah, era pra não estragar a surpresa – disse isso e deu um grande sorriso.

    - Vamos então, estou morto de fome – adverti.

    - Você acaba de receber uma profecia e já está pensando em comer? – perguntou rindo

    - Mas claro, eu estou com fome – disse eu com a mão na barriga.


    Chegamos à casa de Razar. Eu não havia estado em uma casa aqui em Dían, mas era magnífico. Tudo computadorizado, parecido com aquelas cidades do futuro que a gente vê na televisão, mas a estrutura continuava a ser aquelas medievais, como por exemplo, as janelas e as portas também. Razar tinha uma fixação por dragões. Na verdade, eu também, mas aqui em Calana eles existiam de verdade e eram estupendos. Eu definitivamente queria morar num lugar como esse pra sempre.

    Razar estava pegando a comida pra gente. Como ele morava sozinho, ele pegava comida em um restaurante ao lado todo dia.

    - Prontinho, a comida está quentinha – disse Razar entrando em casa com as sacolas na mão.

    - Ué, aqui vendem Coca-Cola também é? – perguntei sorrindo.

    - Sim, mas isso é muito caro. Só compro em ocasiões especiais.

    Bem, eu tomava Coca-Cola todo final de semana. Viver em um lugar onde Coca-Cola era muito cara a ponto de ser comprada apenas em ocasiões especiais deve ser muito problemático.

    - Coma logo, antes que esfrie – advertiu Razar.

    Essa sua atitude me lembrou minha mãe. Será que eu aguentaria ficar muito tempo longe dela? Bem, eu tenho que aguentar.

    - Tudo bem “papai” – disse brincando.

    - Ei garoto, não sou seu pai – resmungou Razar.

    - Mas está parecendo que é – respondi.

    - Bem, se você não quiser comer tudo bem, só que vai ficar sem comer por muito tempo – advertiu.

    - Tá bem, tá bem.

    Almoçamos. Razar estava agindo estranhamente após o almoço. Então convidou-me para jogar xadrez. Foi bem diferente, as peças se moviam de verdade para atacar as outras. Eu que não gostava muito de xadrez, achei bem divertido. Mas parece que ele analisava cada um dos meus movimentos como se eu estivesse arriscando a minha própria vida. Eu sei, é normal se fazer isso no xadrez, mas com ele era diferente.

    - Xeque-mate – cantou Razar. – Em uma batalha de verdade você estaria enrascado Alexandre.

    - Então era isso que você estava analisando, não era?

    - Sim, suas técnicas de batalha, e são horríveis – disse-me sorrindo.

    - E isso é motivo para sorrir? – gritei.

    - Pode ser que sim, se você é ruim em táticas, pode ser bom em esgrima – disse-me.

    - Vou melhorar minhas técnicas, você vai ver – bufei.

    Começamos de novo.

    Xeque-mate.

    - O quê? – gritei.

    - Hahaha, não adianta – disse. – Você é péssimo – bufou.

    - Ah quer saber? Eu devo ser bom em esgrima – disso isso como forma de me safar.

    - Tomara que seja mesmo – grunhiu.

    Razar disse que tinha algo para me dar. Fomos ao quintal da casa e era ENORME. Sério, tinha um grande espaço para se fazer várias coisas. Lá tinha árvores, um lago, uma ponte que dava acesso a uma casinha em um tipo de ilha. E dragões... Muitos dragões.

    - Como esse lugar é tão grande? – perguntei. – Não consigo ver o quintal dos vizinhos.

    - Magia. Você não percebeu que minha casa também não era tão pequena quanto parece?

    Era verdade, mas a casa era em uma proporção menor e era mais difícil de notar. Agora, o quintal era enorme.

    - Interessante – disse eu alisando um pequeno dragão.

    - Bem, venha, seu presente está atrás daquela casa – disse Razar apontando para a casa.

    - Vamos.

    Chegando na casinha, Razar me perguntou.

    - Está preparado?

    - Nossa, é algo tão importante assim? – perguntei.

    - Sim, e quero que cuide dele pra sempre – advertiu.

    Assenti, Razar me pediu para esperar um pouco em frente a casa. De repente, Razar aparece com um dragão. Esse era mais bonito ainda do que Phyra. Sua pele era verde e sua armadura era diferente das outras. Era preta e mesmo assim era muito brilhante, parecendo ter sido pintada com tintas metálicas.

    - Razar, isso é sério??? – perguntei frenético.

    - É claro que é – disse ele. E então como vai ser o nome dele?

    - Não sei. Mas Razar, por que ele não é tão grande assim como os outros?

    - Porquê ele precisa conhecer o dono.

    - Qualé garoto?? Não vai querer ser meu mestre não? – perguntou o dragão.

    - Mas é claro que sim – respondi rápido. – Por falar nisso, você é meu guardião?

    - Acho que sim... Bem, veremos – disse o dragão.

    Ele chegou próximo de mim.

    - Quero te dar isso. Encoste sua mão na minha cabeça – disse o dragão.

    Fiz o que ele pediu, quando a coloquei, folhas voaram ao meu redor e brilhos saíram da cabeça dele. Parou. Olhei para a minha mão esquerda e nela havia o desenho da face de um dragão.

    - O quê é isso? – perguntei.

    - Bem, nossas almas estão conectadas agora – advertiu o dragão.

    - Ok. Vou cuidar de você sempre, Prásini.

    - Prásini? – perguntou Razar. – Depois você diz que Phyra não é original.

    - Prásini significa verde em grego e é um nome bonito – disse eu.

    - Prásini... Gostei. Alexandre, acho que vamos nos dar bem. Quando precisar de mim, eu vou estar lá. E quando quiser me chamar é só assoviar, eu vou escutar.

    - Bem chega de conversinha – disse Razar me jogando uma espada muito pesada. – Em guarda.

    - O quê? Vamos começar a treinar?

    - É isso mesmo – respondeu Razar. – Prásini, vá pegar os espantalhos.

    - Tudo bem – disse ele.

    - Você vai aprender todos os golpes básicos hoje – disse-me Razar com uma cara medonha.

    - Espero que sim – disse eu confiante.

    Aguardo comentários :D

    Próximo capítulo: Capítulo V - Recebo Visitas


    Última edição por Kazy em Sex Jan 07, 2011 7:49 pm, editado 3 vez(es)

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

    Mensagem por KIU em Ter Jan 04, 2011 5:23 pm

    Na verdade, é legal, muito bom mesmo, digno de um bom autor, consegue demonstrar a personalidade das pessoas, coisa que não é todo mundo que consegue deixar claro,
    só que o nome chad Mannor não é brasileiro, nem Brian, apesar de saber que existem nomes assim, não foi muito convincente da sua parte se me intende (parece até que foi um estrangeiro que fala de um país que não conhece)
    Um erro holiwoodiano é que o cara (ou seja lá o que for) da outra dimenção fala portugues, mas é claro, sem certas coisas as histórias são tediosas.

    See Ya!

    PS: Porque não avalia a minha história em desenvolvimento, o Ultimate Fantasy

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

    Mensagem por Kazy em Ter Jan 04, 2011 6:59 pm

    Na verdade, o nome dele é Alexandre, e o apelido é Chad. Eu esqueci completamente de colocar o nome verdadeiro nele OIEUIOEUEOIUEIOE.

    Quanto ao cara falar portugues, você vai entender no 2 capítulo. Mannor pode não ser brasileiro, mas ser brasileiro na verdade é ser uma miscigenação de varias etnias. Conheço pessoas com sobrenome Bortoli, Dreher, Schumacher, que são brasileiros.

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

    Mensagem por Pheryus em Qua Jan 05, 2011 1:12 am

    HUausduasd.
    As crianças brincavam com cartas holográficas, parecidas com as daquele desenho que passava na televisão.
    Tinha que citar Yugioh, né?xD A história tá legal, mas poderia tirar os erros de portugues e acrescentar mais coisas sobre o personagens, tipo, me parece que você se inspirou em algumas obras literarias tipo "Percy Jackson" por ser em 1ª pessoa, e contar varias vezes sobre seu passado. Mas vamu indo que pode se transformar numa ótima história.
    NOTA: 6,7

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

    Mensagem por Kazy em Qua Jan 05, 2011 1:42 am

    Ué, Chad é um garoto normal, ele assiste televisão como a gente... EOIUOEIUIOEUE

    Não vi nenhum erro de português, já que uso o Word e depois passo no Lexico, posso ter errado na sintaxe, mas se foi isso, foi muito pouco...

    Sobre o livro ser em 1 pessoa, me inspirei sim em Percy Jackson.

    Obrigado pelo comentário, espero que no fim do livro esse 6.7 esteja em 10

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

    Mensagem por KIU em Qui Jan 06, 2011 8:53 pm

    Legal, a parte 2 lembra uma mistura de Final Fantasy com Harry Potter e Narnia, mas com uma visão diferente de ealidade, me lembra também uma história que eu inventei, "Samoru e Uromas".
    Sei não, se a história continuar assim, acho que Narnia e Harry Potter vão ter de esperar.

    See Ya!

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

    Mensagem por Kazy em Sex Jan 07, 2011 7:50 pm

    Valeu KIU...

    Postei aqui nesse fórum como me pediram...

    Capítulos III e IV adicionados :D

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

    Mensagem por KIU em Sex Jan 07, 2011 8:43 pm

    Que coisa, é realmente interessante o capitulo 3, não há o que criticar, digo isso pois vai depender do gosto literário da pessoa, de resto, uma história clássica sobre elementos é comum, mas sua história está indo por um rumo que só me dá a vontade de ler o dia inteiro, eu poderia estar jogando ou estudando, mas isso me chama a atenção.

    Agora o capitulo dois é bem surprendente, me parece que Razar é do tipo que gosta de se safar de certas coisas, exemplo, quando ele disse que era para não estragar a surpresa, ele parece ter escondido que na verdade ele não queria diser que não revelaria sua casa para um sujeto desconhecido sem saber do que se trata, isso faz da resposta dele uma resposta ingraçada.

    See Ya!

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

    Mensagem por Luminon em Qua Maio 11, 2011 7:39 pm

    Acabei de ler todos os capítulos, e achei a história bem interessante. Gostei dos toques de fantasia e do jeito moderno do CHad( inclusive da citação de Yu-gi-Oh) e acho que dá para continuar a história, mas porque parou d escrever no 5?
    Dá uma olhada no livro que estou criando, com 90% de chances de se chamar "JAck", também usa temas de fantasia e dimensão, mas é mais medieval mesmo.
    COmentários abertos lah tbm o/

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

    Mensagem por yanm1103 em Qua Dez 14, 2011 2:23 pm

    Gostaria que meus pais trabalhassem numa publicadora para mandar publicar isso, está realmente muito bom!

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    Mensagem por darkchaos em Qua Mar 28, 2012 10:27 am

    acabei de ler todos os capitulos já postados, concordo com todo mundo, esta história merecia se tronar um livro publicado com toda a certeza, mas pela data da ultima resposta do escritor a cima eu acho que isso não vai ser algo muito provável, mas se um novo capitulo uma hora acabar aparecendo eu sei que todos vão receber com muitos vivas, pois por aqui essa história promete muitas glórias.

    (Caso tenha um oscar para roteiro alternativo aqui no fórum eu indicaria esse)

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    Ralph Re: Chad Mannor: Caos

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