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    Zadkiel Leen - Relatório 03

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    YaacovB
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    Zadkiel Leen - Relatório 03

    Mensagem por YaacovB em Dom Dez 23, 2012 1:48 am



    Bailey abriu o mapa sobre a mesa e disse: Aqui está localizada a base inimiga. O plano é este, nós iremos por entre as árvores deixando falsos rastros, para termos certeza que, ainda que eles nos percebam, não vão nos achar nunca. Então, quando estivermos perto deles, Zadkiel vai capturar um dos guardiões e pegar a roupa dele. No acampamento, Zadkiel vai retirar de lá o máximo de equipamentos de exploração que encontrar por meio de sua técnica Piscar de Olhos. Em seguida, quando a maioria deles estiver dormindo, ele tirará do acampamento as armas, e aí, Isabelly e eu entramos, entendido?
    Isabelly e eu dissemos ao mesmo tempo: Sim.
    Bailey colocou seu revolver atrás de sua cintura, e ainda pegou mais uma espingarda. Isabelly colocou sua rapieira na bainha e uma faca em sua bota.
    Bailey andou até a porta e disse: Vamos.
    Isabelly e eu o seguimos. Ela olhou pra mim com uma careta, eu a encarei e volta, e ela olhou para frente.
    Seguimos andando pela floresta por cerca de uma hora, até Bailey nos parar.
    Bailey: Aqui tá bom. Zadkiel, eles estão logo à nossa frente. Quando tiver uma chance, capture um deles que estiver sozinho.
    Isabelly: Entendeu, né, garoto?
    Eu apenas fiz uma careta pra ela como resposta.
    Depois disso, fui sozinho. Quando estava chegando perto, subi em uma árvore e fiquei entre os galhos, para que eles não pudessem me ver.
    Logo avistei a parte noroeste do acampamento. Eu não estava enxergando muito bem. Havia cerca de dez tendas pequenas, e umas três maiores. Pude contar cerca de quarenta pessoas fora das tendas, e todas elas estavam dentro da área do acampamento, nenhuma delas fora.
    Eu passei um tempo esperando uma chance para pegar algum deles sozinhos, mas eles não saiam para um local que eu pudesse capturá-los.
    Cansei de esperar e decidi agir. Desci daquela árvore e me aproximei mais um pouco. Foi um risco, confesso, mas imaginei que fazer isto era necessário.
    Consegui ver um garoto mais ou menos do meu tamanho, com roupas típicas de Lunya, e com uma espada nas costas. Ele estava a uns vinte metros de mim, mas não era problema.
    Eu usei minha habilidade Fogo Tolo.
    Nome: Fogo Tolo
    Efeito: Zadkiel cria uma pequena esfera de luz brilhante
    do tamanho de um olho. Ele pode controlá-la e ver através
    dela. O Fogo Tolo dura cerca de dois minutos, ou acaba no
    mesmo instante que é tocado, dissipando-se.

    Aproximei o Fogo Tolo do garoto e o fiz ficar em zigue-zague de uma forma que chamasse atenção. Para minha sorte, o garoto era do tipo curioso, e quis seguir meu Fogo Tolo. Depois que ele andou alguns metros na minha direção, notei que ele estava receioso em se afastar mais do acampamento, então, quando ele estava a uns cinco metros de distância, eu me teleportei para trás dele, segurei-o e teleportei-me de volta para onde eu estava. Com um soco, apaguei o garoto.
    Eu quis ter certeza de que ele não ia acordar e voltar ao acampamento, então eu o levei pra longe.
    Ao retornar, já vestido com as roupas dele, fui cauteloso enquanto entrava no acampamento, mas fui visto por uma garota, uma guardiã.
    Ela gritou: Ei, você.
    Ela deve ter visto quando peguei o garoto. Deve ter visto que ele saiu, mas quem voltou fui eu.
    Não ouviu o que o William disse? Não é permitido se afastar do acampamento. Pode haver algum lobisomem pela floresta.
    Que sorte, ela não tinha visto nada.
    Eu disse aliviado: Foi mal.
    Ela, em seguida, virou-se e foi andando.
    Eu fiquei zazando por aí sem saber pra onde ir. Eu queria descobrir onde eles guardavam as ferramentas de exploração, então fiquei de olho nos que pareciam ser de alta patente. Foi quando meus olhos viram a coisa mais linda que existe. Ela estava lá, com aquele soldado de Lunya, ela estava tão explícita que eu nem imaginava que a veria daquela forma. Era a Braçadeira de Farkas, no braço de um Mestre das Feras.
    Um dos garotos de Lunya passou por mim e eu perguntei quem era aquele Mestre das Feras, e ele era o tal William, e pelo que parecia, o líder dos exploradores e um ex-guardião.
    A hora de dormir chegou tão rápido que eu nem tive tempo de descobrir onde guardavam as ferramentas, nem as armas. Quase não consegui dormir pensando nela, eu poderia pegá-la a qualquer hora, mas eu não conheço as habilidades daquele cara. Na manhã seguinte - mas ainda estava escuro como noite -, William reuniu um grupo de lenhadores, o grupo que estava responsável por procurar edifícios feitos dentro das árvores.
    Fiquei bastante excitado com essa situação, pois William estaria sozinho com a Braçadeira em mão e com um grupo pequeno demais pra protegê-lo, eu poderia atacá-lo, pegá-la para mim e ir embora, e que danem-se Isabelly e Bailey.
    Eu fui andando atrás de William e seu grupo, quando uma mão segurou meu ombro e me parou. Era a mesma garota de ontem: Para onde pensa que vai? Você é um espadachim, tem que ficar no acampamento para o caso de uma emergência.
    Eu respondi: Oh, certo.
    Mas a minha vontade mesmo era de empurrá-la e continuar seguindo William. Ela me levou para a entrada oeste do acampamento e disse aos garotos que estavam de guarda que eu e ela ficariamos lá por um turno.
    Depois que os meninos foram, eu ri e disse: Então, você quer passar um tempo comigo, é?
    Ela sentou-se numa pedra apoiando a mão em uma espada longa e disse: Eu só não quero que você cause problemas para nós.
    Sentei-me no chão também e disse: Não foi a minha intenção. E então, qual é mesmo o seu cargo aqui no acampamento?
    Bom, sou eu que limpo as armas.- Ela disse - William pensa que dragões como eu só servem pra isso, mesmo.
    Uma ótima informação que recebi, realmente. Logo que eu retirasse as ferramentas do acampamento, eu usaria essa garota para me mostrar as armas. Eu já havia traçado todo o plano na minha mente. Mas isso tinha que começar desde agora, eu tinha que conseguir a confiança dela.
    Eu disse: E o que você acha disso? Da forma de William pensar?
    Bom, ele é o líder, né? Ele é o principal guardião de Lunya, o que foi escolhido pra governar as coisas por aqui, então eu tenho que concordar com ele.
    Abri um sorriso pra ela: Eu acho ele um idiota.
    Ela olhou para mim e sorriu, eu pude ver que estava no caminho certo. Continuei falando sobre o que eu pensava da organização, e claro, sempre jogando um charme pra cima dela, sem exagerar. Logo eu já tinha a confiança dela.
    Mais tarde, daquele dia, quando William e o grupo de lenhadores retornaram, fiquei de olho para ver onde eles guardavam as ferramentas. Era numa das tendas grandes. Eu já imaginava, mas não ia fazer nada sem ter a mínima certeza. Esperei a hora de dormir e, quando todos estavam dormindo - fora os que ficavam acordados para vigiar, claro -, eu saí da minha tenda com cautela e fui na direção da cabana. Ela estava lacrada de uma forma que eu não conseguia abrir.
    Tive receio de que poderia haver alguém lá dentro, mas achei improvável, pois estava fechada por fora. Teleporte-me para dentro. Estava mais escuro do que fora da tenda, eu usei o Fogo Tolo pra iluminar aquele lugar.
    Fui andando pela tenda procurando as ferramentas de cortar madeira e de escavar. Eu comecei a juntá-las no chão perto da porta e as enrolei num tapete. Todo o processo demorou cerca de meia hora, até que todas as ferramentas estivessem devidamente enroladas no tapete.
    Na hora que eu ia pegá-las para tirá-las da tenda e do acampamento, a tenda foi aberta e alguém apontou uma lanterna para mim.
    Eles disseram: Olhem, ele está ali. Está roubando nossas ferramentas.
    A luz doeu em meus olhos, mas eu logo pude ver que a grande maioria deles estavam ali. Entrou na tenda William, e parou bem na minha frente.
    William: Quem é você e o que quer conosco?
    Claro, eu fiquei calado. Ele repetiu a pergunta mais duas vezes. Em seguida, ele explicou que há alguns minutos ele sentiu cheiro de sangue e foi andar pela floresta, e encontrou o garoto que eu havia levado pra bem longe. Ele explicou que, por ele ser descendente dos antigos lobisomens da Diáspora, ele sentia o cheiro de longe, e havia dito aos companheiros que, caso se perdessem na selva, deveriam sangrar para que ele pudesse sentir o cheiro e poder encontrá-los. Ao encontrar o garoto, ele soube que eu era um impostor e retornou com ele imediatamente.
    Eu sorri: Bem... vamos ver a eficácia do seu pessoal, pode ser, William?
    Eu olhei nos olhos de William e, numa fração de segundos, ele entendeu o que eu estava falando e assumiu posição de luta. Eu fiz a mesma coisa.
    Então, corri na direção dele pronto para atacar. Ele levantou o braço para defender, mas antes que eu chegasse a acertá-lo, teleportei-me através dele e do pessoal atrás dele.
    Ao olhar pra trás enquanto corria, pude ver aqueles caras confusos sem saber o que houve. Logo notaram e começaram a correr atrás de mim. No mesmo instante que eu voltava a olhar pra frente, uma espada atravessa o meu ombro direito, logo abaixo da minha clavícula e passa por baixo do meu trapézio, nas minhas costas.
    Pela dor, cai imediatamente de joelhos. Foi um momento de descuido. Eu achava que todos eles estavam com William. Eu tentei me teleportar, mas a dor me impedia de me concentrar para isso.
    Logo notei que o dono da espada queria que eu sentisse dor, pois ele começou a girar a espada com bastante força, me fazendo gritar. Ao olhar para cima, eu vi que quem estava com a espada atravassada em mim era, na verdade, a garota. Logo então, eu fiquei inconsciente.

    No dia seguinte, acordei com uma lanterna em meu rosto, meus olhos estavam doendo. Ela estava na minha frente. Eu estava dentro de uma tenda. Minha ferida estava tratada, mas eu estava preso com cordas e incapacitado, apesar do ferimento estar quase curado. As cordas eram feitas de Fios de Andros, o que também impedia que eu me teleportasse.
    Nome: Fios de Andros; País de Origem: Savannah
    Avaliação: 1 Estrela; Tipo: Item de Comércio
    Descrição: Fios usados para fazer as roupas das terras
    Desérticas. Não são muito resistente, e não servem para
    fazer armaduras ou algo do tipo, mas esse fio isola os
    poderes dos dragões, pois impede que a mana seja utilizada
    por estes. Por outro lado, outros seres ainda podem usar
    mana sem restrições, pois o tipo de mana é diferente dos
    dragões.

    A garota estava sentada numa cadeira à minha frente de pernas cruzadas.
    Ela disse: Então, você é mesmo um inimigo nosso?
    Eu apenas olhava para o chão enquanto ela falava.
    Ela insistia: Aposto que, hoje cedo, quando falou comigo, você só queria minha confiança, certo?
    Eu suspirei e disse: Sim. Isso foi no começo, eu confesso que foi só para conseguir sua confiança. Eu iria usá-la para chegar até as ferramentas.
    Ela levantou-se e gritou comigo: Seu... Seu idiota. Como pôde fazer isso comigo?
    Então, eu sussurrei: Mas aí você mecheu comigo. Eu gostei de você, e eu não queria acabar machucando você por causa disso.
    Ela voltou a gritar: Mentiroso.
    Eu a olhei nos olhos: É verdade. Eu pretendia roubar as ferramentas e colocar a culpa em você, já que eu pretendia fazer com que você as me mostrasse. Só que eu não podia fazer isso contigo.
    Ela parecia confusa.
    Eu continuei: Eu ia tirar as ferramentas do acampamento e sumir, sem fazer você passar por nada. Eu sei que vocês iriam me perseguir, mas eu preferia correr o risco.
    Ela suspirou: Você tá falando sério?
    Eu respondi: Estou. Por favor, solte-me dessas cordas. Eu prometo que vou embora sem que eles percebam. Você diz que foi verificar o nó, e eu consegui soltá-lo. Eu juro que não farei mal nenhum.
    Ela deu um passo à frente: Está bem... Vá embora logo e nos deixe de uma vez.
    Ela então soltou as cordas e me libertou. Era tão boa a sensação de estar com meus pulsos soltos novamente. Eu olhei pra ela, e ela sorriu para mim. Eu sorri de volta, mas com um sorriso diferente.
    Em menos de um segundo, o sorriso dela se desfez, enquanto ela caia no chão por causa de um soco meu. Sim, o meu sorriso era malicioso, e eu só estava manipulando-a esse tempo todo. Eu peguei a espada dela, e teleportei-me para fora dali.
    Nome: Espada Longa; País de Origem: Antigo Lar
    Avaliação: 1,5 Estrelas; Tipo: Espada
    Descrição: A espada mais utilizada pela humanidade e por
    raças posteriores desde a Antiguidade. É leve para seu
    tamanho e eficácia, de fácil manejo e afiada.

    Fora daquela tenda, logo me vi cercado por vários guardiões e espadachins. Todos eles apontavam suas armas para mim. Dessa vez eu teria que ser mais cuidadoso, até porque meu ferimento certamente iria me atrapalhar em combate. Eu levantei a espada longa à minha frente e sorri, aceitando o desafio. Naquele momento, William deu dois passos diante de mim.
    Já chega, eu vou acabar com você agora, na frente de todo mundo. - disse William.
    Ele, então, levantou seu braço direito, no qual estava a Braçadeira, e a ativou. Eu fiquei bastante surpreso com o que aconteceu.
    A Braçadeira de Farkas parecia apenas uma mão meio humana-lobisomem, e tinha garras, mas quando William a ativou, ela parecia ter ganhado vida. Ela assumiu a forma de um braço de lobisomem e começou a unir-se ao braço de William. E para completar, a roupa de William é feita de couro de lobisomem, e ele, como um Mestre das Feras de Lunya, canalizou a essência da roupa e a absorveu, assumindo forma completa de lobisomem. Eu notei que não era o único surpreso, pois deu pra ver o medo nos companheiros de William.
    Agora eu me encontrava diante de um monsro de dois metros e meio pronto para arrancar minha cabeça, e fugir não iria adiantar...
    Spoiler:

    William está diante de Zadkiel, e está usando a Braçadeira de Farkas. Será que Zadkiel vai conseguir vencê-lo? E se conseguir, o que fará quanto aos outros? Tudo isso você lerá no próximo Relatório de Zadkiel Leen *-*


    Última edição por nomade em Qua Dez 26, 2012 1:02 am, editado 1 vez(es)

    felipefalcon
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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 03

    Mensagem por felipefalcon em Dom Dez 23, 2012 2:13 am

    Muito legal,você tah fazendo diariamente ou está feito já?

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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 03

    Mensagem por Nununo em Dom Dez 23, 2012 11:57 am

    Pô cara que massa, não perco um relatório xD, parece animê antigo de aventura, só que mais loco porque Zadkiel é mal... Loco, fiquei rindo um monte quando a guria começou a acreditar, como é possível senhor? uma criatura dessas acreditar em mentiras como aquelas?

    YaacovB
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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 03

    Mensagem por YaacovB em Dom Dez 23, 2012 12:33 pm

    Aham. Se bem que na verdade o Zadkiel não é mal, ele é neutro. Pra ele tanto faz lutar contra um Guardião do Pacto ou contra um Dragão das Trevas, o que importa é quem paga mais caro pelos trabalhos dele. E, como você deve ter notado, Nunuh, ele tem uma fixação e uma certa paixão por artefatos poderosos.

    Aposto que, quando o Alucard ler a parte que o Zad vê a Braçadeira de Farkas pela primeira vez, ele vai achar que Zad se referia a uma menina e algum amor à primeira vista.

    TÁ VENDO, LIPE, É ASSIM QUE EU GOSTO QUE COMENTEM...

    SameKage
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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 03

    Mensagem por SameKage em Dom Dez 23, 2012 3:16 pm

    \o, já está no terceiro ^^

    Está ficando muito bom, nada a comentar acima do que os outros membros já disseram ;)

    Espero que continue em breve ^^

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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 03

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      Data/hora atual: Sab Dez 03, 2016 2:37 am