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    Zadkiel Leen - Relatório 05

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    YaacovB
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    Zadkiel Leen - Relatório 05

    Mensagem por YaacovB em Ter Dez 25, 2012 6:19 pm

    De acordo com as palavras de Bailey, nós só estávamos esperando algo grande acontecer para iniciar nossas atividades como mercenários. Entretanto, Bailey recordou-se de uma pessoa com quem teve contato há algum tempo e que era uma aliada em potencial. Antes de nos enviar nessa missão de resgate, Bailey me passou a ficha dessa pessoa, uma garota.
    Nome: Lola - 14 anos ; A Ladra
    Ela participou da Grande Guerra em Grow ao lado dos
    guardiões contra os dragões negros. Nada se sabe sobre ela
    antes desse período, mas após a guerra ela foi capturada
    pela Força Especial de Lunya acusada de roubo e traição.
    Técnicas:
    Dados desconhecidos.

    Isabelly e eu caminhamos um ao lado do outro pelas cidades de Lunya. Demoramos cerca de um mês para chegarmos até a cidade-prisão de Lunya, no extremo-oeste do país. Apesar de não ser uma cidade muito grande, era cercada por uma muralha de ferro bem alta e com vários soldados no portão.
    Isabelly ficou chateada ao saber que atrapalharia, caso tentasse entrar, mas ela aceitou esperar que eu retornasse.
    Com Piscar de Olhos, atravessei a muralha fácilmente e entrei na cidade. Havia acabado de anoitecer, então já estava escuro.
    Percebi que havia pessoas andando normalmente pela rua, civis, pelo visto. Então não precisei ficar me escondendo. Caminhei pelas ruas normalmente, mas ainda assim havia algo estranho, todos ficavam me encarando. Talvez fosse porque eu era o único que não usava roupas típicas de Lunya.
    Não, não era isso. Notei que, apesar de poucas, havia outra pessoas que usavam roupas diferentes. Só que ainda assim, havia algo estranho à minha vista. Não eram os edifícios góticos, nem as árvores coníferas, era algo nas pessoas.
    Logo, eu entendi o que era. Não havia crianças ali. Eu era a única criança naquele lugar. Ao perceber isso, vi que logo eu seria descoberto, então eu só precisava chegar logo ao meu destino.
    Demorou cerca de duas horas até que eu chegasse no centro da cidade, onde havia um prédio enorme e medonho, cercado por mais um muro de ferro, com cerca elétrica e tudo.
    Mas eu não poderia invadi-lo assim tão simplesmente, pois era muito vigiado, tinha muitos guardas, e câmeras.
    Naquele momento, gritaram: Olhem, é aquele ali.
    Virei-me na mesma hora e vi um grupo com cerca de quatro soldados de Lunya, cada um com um cão negro farejador, e antes que eu começasse a imaginar como eles tinham me descoberto, vi um homem, um civil, apontando para mim desesperadamente.
    Os soldados disseram: Ei, você, venha conosco, crianças não são permitidas dentro dessa cidade.
    Me bateu um certo alívio, pois realmente achei que eles fossem me prender. Já que era o contrário, decidi ir com eles. Dois dos policiais foram patrulhar por outro caminho, e dois deles ficaram de me escoltar até o portão. Levaram-me a uma viatura perto dali e começaram a dirigir.
    Me perguntaram como entrei, o que eu fazia ali, e outras coisas. Eu dizia que tinha me perdido e que não sabia como havia chegado ali.
    Demorou cerca de meia hora para retornarmos ao portão da cidade, e logo ao descer do carro, vi uma cena bastante chocante.
    Isabelly estava acabando de matar um dos guardas. Os soldados que estavam comigo, ao ver isso, pegaram suas armas para atirar em Isabelly.
    Fui obrigado a fazer isso, eu pulei por trás de um dos soldados e dei um chute certeiro em sua nuca e, antes que este caísse no chão, eu me teleportei para o outro soldado e fiz o mesmo com ele.
    Olhei para Isabelly: Você enlouqueceu?
    Isabelly: Você desapareceu. Achei que eles tivessem pego você, então eu estava dando meu jeito.
    Eu gritei: Seu jeito? Você só está chamando a atenção deles para nós. Logo logo chegarão mais deles atrás de nós.
    Isabelly: Ah, que venham.
    Dito isso, ela correu para o carro e começou a dirigí-lo na direção oeste. Teleportei-me para cima do carro, e em seguida entrei nele pela janela ao lado direito.
    Ela me perguntou se poderia confiar em mim para lutar, mas eu não respondi. Ela explicou que Bailey havia dito a ela para fazer isso se eu fosse capturado. É um risco, e ela sabe disso, mas ela planejava acabar sendo presa pelos soldados, para que pudesse chegar até nosso objetivo. Não me pareceu um bom plano, eu não quero receber um tiro. Essas armas de fogo que os humanos inventaram nas ultimas décadas são mortais até para um dragão como eu.
    Nós não corremos nem mesmo dez minutos com aquele carro, quando fomos interceptados por algumas viaturas que estavam nos perseguindo.
    Com um auto-falante, eles diziam para nos entregarmos ou sofreriamos as consequências.
    Isabelly pediu que eu fizesse o favor de, pelo menos, deixá-los incapazes de continuar nos seguindo. Eu sorri para ela e fechei os olhos.
    Em menos de um centésimo de segundo, eu estava no banco de trás de uma das viaturas. Confesso que foi emocionante, pois os dois soldados no banco da frente se assustaram ao perceber que eu estava ali. Era como se tivessem visto um fantasma.
    No banco de trás mesmo, eu utilizei minha habilidade Estouro de Luz, e eles ficaram cegos, perdendo o controle do veículo.
    Teleportei-me para mais duas viaturas e fiz a mesma coisa. Quando retornei ao carro com Isabelly, ela me deu um sorriso de satisfação.
    Ficamos na estrada por mais quinze minutos quando vimos, à nossa frente, uma barricada e algumas viaturas. Vários dos policiais estavam com as armas apontadas para nós. Isabelly freiou o carro rapidamente. Nós ficamos cerca de dez metros longe deles.
    Ela me disse: Essa é a hora que seremos presos. - e piscou para mim.
    Ela abriu a porta e saiu do veículo. Eu, por outro lado, continuei lá dentro, olhando para os soldados. No mesmo segundo em que Isabelly colocou o segundo pé para fora do veículo, vi o capitão dos soldados fazendo um sinal. Creio que, naquela hora, meus olhos ficaram arregalados. Os soldados não queriam nos prender, eles estavam ali para nos eliminar. Naquele segundo, tentei pular para fora do carro, na direção da Isabelly pelo banco do motorista, mas antes que eu conseguisse, eles começaram a atirar, e Isabelly foi atingida. Ainda no mesmo segundo, eu já estava quase que abraçando Isabelly.
    Eu consegui teleportar-me antes que fossemos atingidos por mais algum tiro.
    Eu estava dentro de um beco entre dois edifícios, a uns oito metros do carro, e Isabelly estava com uma bala cravada em seu pulmão. Minhas mãos estavam sujas com o sangue dela.
    Eu não poderia prestar socorro à ela naquela situação. Os soldados de Lunya até podem não ter visto que eu nos teleportei para aquele beco, mas era uma questão de tempo até que eles percebessem.
    Eu não poderia usar minha técnica Teleporte em Massa, pois seria necessária uma preparação especial. Também não poderia ficar me teleportando constantemente com Isabelly em meus braços, eu ficaria cansado muito rápido e seriamos pegos. Eu só pude ver uma alternativa: Fugir e deixá-la para trás. Claro, sozinho eu conseguiria me teleportar sem me cansar, assim pelo menos um de nós iria sobreviver.
    Isabelly tossiu: Mas que droga... Ei, você tem que me deixar. Complete a missão, isso é o mais importante agora...
    Encostei-a na parede e me preparei para sair daquele lugar. Foi naquele momento que os soldados perceberam que nós estávamos ali.
    Mas, embora todas as células do meu corpo me dissessem para ir embora, eu nem mesmo me movi. Embora eu quisesse, de fato, fugir, um sorriso abriu-se em meu rosto e eu decidi ficar.
    Momentos desesperados requerem medidas desesperadas.
    Eu sei que os soldados esperavam pegar um garoto e uma garota e matar. Eles estavam cercando o beco esperando por isso. Sim, nós estávamos encurralados. Mas o quando eu saí daquele beco, eles tiveram medo de mim. Sim, eles morreram de medo, pois eu os surpreendi.
    Não foi um garoto que saiu do beco, mas sim um Dragão Branco.
    Raça: Dragão Branco ; Família: Dragões Neutros
    Porte: Pequeno ; Elemento favorável: Luz
    Descrição: Mais parecido com um velociraptor, exceto porque tem braços maiores e asas. Esses dragões albinos são extremamente velozes para se moverem, e podem fazer sua pele brilhar tão intensamente quando o sol. Embora essa raça esteja quase instinta, devido a ser muito procurada por matadores de dragões, ainda há alguns poucos que se mantém vivos atualmente.

    O que vou descrever agora, aconteceu em apenas três segundos:
    Assim que o primeiro dos soldados colocou-se na frente do beco com a arma apontada, eu mordi sua cabeça enquanto saia e o joguei na direção da rua. Virei-me para minha esquerda e lá estava mais um soldado, ainda virando o rosto para mim. Eu o acertei com minha cauda com bastante força. O terceiro soldado estava à minha frente, ele estava visivelmente com medo e faltava pouco para que apertasse o gatilho. Antes mesmo disso eu atingí-o com minhas garras da esquerda para a direita, lançando-o para longe. Porém, eu notei que havia mais três soldados. Eu sabia que não conseguiria atingí-los sem receber um tiro, devido a distância, então utilizei minha técnica Estouro de Luz, dessa vez amplificada, e a luz foi tanta que iluminou uma luz fotíssima em um raio de sessenta metros.
    Naquele momento, o primeiro soldado acabava de cair no chão. Isso aconteceu em três segundos. A dor nos olhos dos soldados foi tão grande, que eles caíram e começaram a gritar.
    Aproveitando que os soldados estavam cegos e inofensivos e peguei Isabelly e a tirei dali sem que ninguém percebesse. Consegui encontrar um lugar seguro na cidade, sem ninguém por perto, e me escondi ali com Isabelly.
    Ela estava respirando forçosa e dolorosamente, e eu não sabia o que fazer.
    Sim, eu a salvei, mas e agora? Como eu iria fazer para curar o ferimento dela?

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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 05

    Mensagem por Nununo em Ter Dez 25, 2012 7:25 pm

    HAHAHA, SIMPLESMENTE ADOREI ESTE RELATÓRIOOO!!!!, parabéns nomade, se superou, adorei cara, sério, mas eu sabia que isso aconteceria, e agora ?, o que será que ele vai fazer com Isabelly ?, eu realmente não faço a miníma ideia xD

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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 05

    Mensagem por Alucard_2 em Qua Dez 26, 2012 12:01 am

    OMG Agora a coisa começou a esquentar pra valer!
    Posso até ver a mensagem...

    Isabelly has been knocked down!

    Como sendo uma história, imagino que ela vá se salvar, mas ainda assim estou intrigado em: como, e o que acontecerá =O

    Continue logo com o próximo!


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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 05

    Mensagem por Naxus em Sab Dez 29, 2012 3:02 am

    Olá sir. Nomade!
    Como prometido aqui estou eu pra comentar a sua história.
    Desta vez você apresentou um perfil mais sério ao retratar a história sem utilizar brincadeiras conforme o texto (o que o deixou mais agradável de ser lido, para que o propósito não fosse perdido).
    Quanto ao enredo achei bem interessante a história e algumas dúvidas pairaram no ar como o por quê de crianças não serem aceitas na cidades, afinal são necessárias crianças para que em um futuro haja uma população adulta habitando a cidade. Mas creio que conforme a leitura for desenrolando isso será esclarecido.
    Parabéns camarada e até mais !

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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 05

    Mensagem por YaacovB em Sab Dez 29, 2012 4:45 am

    @Naxus
    entenda, não é uma contagem regressiva, leia do primeiro... aliás, leia do 01 até os seguintes.

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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 05

    Mensagem por Naxus em Sab Dez 29, 2012 8:41 pm

    Sir Nomade.
    Realmente foi muita falta de atenção a minha, me passaram pelo chat esse link e eu imaginei que fosse o primeiro dos relatórios.
    Ignore o comentário e parabéns pelo trabalho.

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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 05

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      Data/hora atual: Sab Dez 03, 2016 2:35 am