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    Zadkiel Leen - Relatório 06

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    YaacovB
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    Zadkiel Leen - Relatório 06

    Mensagem por YaacovB em Qua Dez 26, 2012 12:20 am

    Acho que essa era a situação mais crítica do momento. Os soldados da cidade possuem vários cães farejadores, logo seriamos encontrados. Isabelly estava ferida, uma bala estava cravada em seu pulmão, ela mal podia respirar. Provavelmente deixamos um rastro de sangue quando viemos a este lugar. Nós estávamos embaixo de uma ponte.
    Ela sabia que, nessas condições só iria atrapalhar a missão, ela teria que ser descartada. Certamente não sobreviveria, uma vez que os soldados estão querendo nos matar.
    Eu estava imaginando o que fazer para ajudá-la, para diminuir a dor que ela estava sentido. Ela estava tossindo sangue e gemia a cada vez que inspirava. Foi quando ela desembainhou sua rapieira e, para minha surpresa, fincou-a em seu peito, em seu ferimento.
    Meus olhos ficaram aterrorizados com o que ela estava fazendo. Ela gritava e gemia enquanto puxava a bala de seu peito com sua espada.
    Confesso, não consegui manter o meus olhos naquela visão. A coragem rela era realmente incrível. Eu imagino que nunca conseguiria fazer algo desse tipo.
    Quando ela terminou de retirar a bala de seu peito, pediu-me que eu acendesse algum fogo o mais rápido possível. Eu consegui alguns pequenos galhos secos de algumas árvores por perto e juntei-os perto dela, depois queimei-os com mana e acendi o fogo.
    Com seu braço direito trêmulo por causa do ferimento, Isabelly levantou sua espada e colocou a ponta sobre a chama. Ela estava se esforçando para manter seu braço levantado. Eu segurei seu braço para apoiá-a e pude notar que ela ficou aliviada com isso.
    Logo, ela tirou a espada do fogo e a direcionou para a ferida. Eu não acreditava que ela ia fazer isto, mas ela fez. Ela colocou a ponta de sua espada na abertura da ferida e a cauterizou.
    Ela era a pessoa mais corajosa que eu já conheci, e também a mais tolerante à dor. Depois de fazer isso, ela largou a espada no chão e acomodou suas costas à parede.

    Durante alguns minutos, eu fiquei vigiando para o caso de algum soldado se aproximar. Usei o Fogo Tolo para vigiar mais longe sem ser percebido. Isabelly me chamou.
    Quando voltei, ela disse: Ei, garoto... Valeu por me salvar.
    Eu sorri: Não foi de graça.
    Ela sorriu de volta: Eu não te trato bem. Por que motivo, então, você ficou por mim?
    Eu suspirei, tentei pensar em algo: Não gosto que as pessoas morram por minha causa.
    Ela riu, depois tossiu um pouco de sangue e gemeu. Eu tirei minha camisa e, com ela, limpei o sangue dos lábios da Isabelly.
    - Então foi por isso que você ficou tão revoltado porque eu matei aqueles soldados?
    Eu disse: Sim... A verdade é que eu não fui criado para matar, fui criado para sobreviver, e sempre me insentivaram a ser um bom dragão.
    Segurando a tosse, ela disse: Mas como... Como você entrou nessa vida?
    Eu suspirei naquele momento. Ela tocou justamente num assunto que eu não gostava de lembrar. Claro que ela percebeu que era um assunto delicado.
    Ela sorriu e disse: Você é um idiota, sabia?
    Eu sorri de volta para ela.

    Naquele momento, eu senti, através do meu Fogo Tolo, que havia alguém se aproximando. Era um grupo de soldados com cães farejadores. Eu estava distraído e não tinha percebido que eles estavam tão perto. Não daria para eu sair dali com a Isabelly. Eu disse a ela que, depois de tudo, eu teria que deixá-la. Ela concordou e disse-me para avisar ao Bailey que ela sente muito por não poder retornar viva desta missão. Realmente, eu não queria ter que deixá-la ali para morrer pelas mãos daqueles soldados, mas a minha sobrevivência agora era a mais importante.
    Após me teleportar para cima de uma das árvores próximas do local, eu fiquei para observar o que iria acontecer. Eu estava bem escondido e eles não iriam notar minha presença tão rápido. Eu pude vê-los seguindo seus cães para debaixo da ponte.
    O que se passou pela minha mente era de que eu iria escutar o barulho de um tiro, já que eu sabia que eles estavam tentando nos eliminar. Mas isso não aconteceu. Vi-os voltar com Isabelly nos braços, eles a estavam levando para algum lugar.
    Porém, ela não era prioridade naquele momento, então eu decidi não ir salvá-la. Quem sabe depois, se ela ainda estiver viva, eu a salve.
    Fui teleportando-me por pontos estratégicos pela cidade, lugares que eu pudesse me esconder, até chegar novamente à prisão.
    Ali havia mais soldados do que da ultima vez. Pensei em uma batalha direta, eles são só humanos, correto? Mesmo assim, armados com as armas de fogo que eles tem são muito perigosos. Observando o prédio da prisão, notei que no topo, a uns três andares, ele não parecia ser vigiado. Usei o Fogo Tolo para observar a direção para qual os soldados estavam olhando, e assim que eles não estavam virados para a minha direção, eu me teleportei para cima de mim a uns dez metros, e depois teleportei-me outra vez, e mais uma, dessa vez para cima do prédio.
    Para me prevenir caso algum deles tivesse me visto, eu decidi ser rápido. Teleportei-me para dentro do prédio, dois metros abaixo de mim, e cai numa sala, um depósito cheio de caixas de madeira. Rapidamente teleportei-me para fora da sala e encontrei-me num corredor.
    Fui caminhando com minha espada à minha frente em posição defensiva, quando dei de cara com um soldado que tinha em sua mão uma xícara de café.
    Ameaçando-o com minha espada, eu ordenei que me mostrasse onde estavam os prisioneiros. Ele achou graça de ver uma criança como eu o ameaçando. Para demonstrar que ele devia me temer, eu golpeei a xícara dele, que quebrou-se em sua mão. Ele queimou-se com o café quente, e quando eu ameaçei matá-lo, ele decidiu cooperar.
    Eu disse que queria saber onde estava a prisioneira chamada Lola. Ele disse que havia outros soldados no prédio e que, se eles me vissem, me prenderiam. Eu disse que não precisaria ir com ele, então formei em minha mão um Fogo Tolo e coloquei-o junto da roupa dele. Então, eu disse que ele só precisava ir até onde Lola estava. Também ameaçei dizendo que, se ele não mostrasse a Lola, eu faria o Fogo Tolo nele explodir, matando-o, mas claro, isso foi uma mentira. O importante é que ele acreditou.
    O soldado caminhou normalmente pelos corredores e não falou nada com nenhum outro soldado. Ele desceu várias escadas em direção ao sub-solo e abriu uma porta de aço com uma senha. Lá dentro, ele caminhou por um corredor cheio de celas, e não parou até chegar na cela onde ela estava, na ultima cela.
    Eu fiquei bastante excitado ao saber que finalmente havia encontrado a Lola. Porém, naquele mesmo momento, um grupo de soldados apareceu no corredor à minha frente com alguns cães de guarda. Quando me toquei, eles já estavam puxando o gatilho. Me teleportei para baixo sem nem me concentrar muito.
    Eu acabei ficando meio perdido. Comecei a correr pelos corredores, me teleportando em direção ao lugar onde Lola estava, enquanto nocauteava alguns poucos soldados desprevinidos. Assim que eu cheguei na porta de aço, teleportei-me para dentro.
    Não terminei de dar três passos quando vi o soldado de antes, o do café, com uma faca prestes a cortar o pescoço da Lola. Ele estava a uns vinte metros distante de mim, então não ia dar para chegar nele usando o Piscar de Olhos. Lola estava prestes a ser assassinada.
    Tentei negociar com o soldado, mas ele respondeu que isso era uma vingança por eu ter derrubado o café dele.
    Ele disse: Você não queria a Lola? Receba.
    Bom, era certo de que ele iria matá-la naquele momento, e eu não poderia evitar isso, mas ainda assim preferi tentar. Teleportei-me cerca de dez metros à minha frente e fui correndo já com minha espada em mãos, mas, enquanto eu corria, vi Lola, com um movimento rápido, segurar o pulso do soldado e girar o braço dele até quebrar.
    Naquele instante parei de correr.
    Ao som dos gemidos do soldado, Lola ajeitou seu curto cabelo preto e sorriu para mim: Ah, então você veio me resgatar, é?
    Receioso, eu disse: Bailey me mandou.
    Ela sorriu outra vez: Ah, o Bailey. Só podia ser ele.
    Ouvimos latidos de cães e nos assustamos. Os soldados estavam chegando.
    Lola: O que é isso? Vai me dizer que você veio me libertar, mas não cuidou dos guardas antes?

    Spoiler:
    Zadkiel finalmente encontra Lola, mas e agora? Como ele vai tirá-la dessa prisão? Será que ele vai ter que lutar com os guardas mais uma vez? Não perca o próximo Relatório de Zadkiel Leen.

    Nununo
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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 06

    Mensagem por Nununo em Qua Dez 26, 2012 12:39 am

    Não li ainda, mas quero deixar claro que não esperava o próximo relatório tão rápido xD Conclusão:

    Spoiler:
    VALEU NOMADE !!! DAQUI A POUCO DOU UM EDIT!

    EDIT: Que legal! Jurava que Lola iria morrer naquele momento e a missão falhar xD (só que não...)


    Última edição por Nununo em Qua Dez 26, 2012 12:50 am, editado 2 vez(es)

    YaacovB
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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 06

    Mensagem por YaacovB em Qua Dez 26, 2012 12:41 am

    É um relatório por dia ^^ e já passou da meia-noite, então esse é o Relatório de amanhã ^^

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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 06

    Mensagem por felipefalcon em Qua Dez 26, 2012 12:53 am

    Esperando mais e mais,e ainda o blog em^^

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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 06

    Mensagem por Alucard_2 em Qua Dez 26, 2012 1:31 am

    Bom trabalho, dragãozinho! Vem salvar a coitada sem nem se certificar de que ia poder fugir! xDDD
    Parabéns por mais um relatório, estou gostando da história ;)


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    Re: Zadkiel Leen - Relatório 06

    Mensagem por Conteúdo patrocinado Hoje à(s) 9:58 pm


      Data/hora atual: Qui Dez 08, 2016 9:58 pm