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    Sem Rumo

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    Pheryus
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    Sem Rumo

    Mensagem por Pheryus em Seg Set 20, 2010 9:55 pm

    Inicio: (não é a estória).
    Bom, eu to tentando criar um livro. É... Um livro, com imagens e tal, e acho que tenho imaginação para tal. É por isso que venho trazer para vocês em primeira mão o Capítulo I da Saga Sem Rumo! FAVOR, SEM PLÁGIO!
    OBS: Não pretendo usar o enredo para um game.


    Sumário:

    Capítulo I - Segredo.

    PARTE I
    Spoiler:
    Escuridão, trevas e medo. Únicos sentimentos que eu sentia. Claro, além de meu batimento cardíaco. O resto era silêncio. Um mar de silêncio. Eu só queria sair dali.
    Foi quando eu percebi. Eu sonhara. Nunca estive num lugar sombrio daqueles. Mas uma coisa era verdade. Estava com medo. A claridade ofuscante do poste de luz mais próximo me irritou.
    Eu não sei quem eu sou. Ou o que sou. Apenas algumas memórias vagas passam pelo cérebro, que cansado de raciocinar, não leva a nada. Sentia-me como se tivesse levado um bofetão e caído no chão, inconsciente e com amnésia.
    Lembro das coisas. Dos nomes, da língua inglesa que falo. De cabo a rabo o que eu estudei no colegial. O nome da cidade, dos países, eu me lembrava de tudo, embora não soubesse onde estava. Mas eu não lembro quem eu sou. Meu nome, minha identidade. Meus amigos... E minha família. Tudo tinha se perdido em um emaranhado de perguntas.
    Um carro passou veloz pela estrada, ao meu lado. Apareci ali, na calçada, confuso e desatento. Não me recordo nem de como cheguei ali, na rua.
    Parecia ser tarde. O sol repousava na linha do horizonte com seus raios batendo nas nuvens ao redor. O tempo se fechava. As luzes das casas das esquinas iam-se acendendo, enquanto o crepúsculo começava. Olhei para mim mesmo e percebi que estava bem vestido. Calças jeans folgadas, com um cinto preto ostentando-a. Uma camiseta regata preta com um casaco de marca que já ouvira falar de algum lugar.
    Bom, eu não esqueci tudo. Minha personalidade ainda vivia dentro de mim. Assim como a lembrança de meu rosto e de meu corpo. Pelo que recordava, meus cabelos eram crespos e folgados em minha cabeça. De cor meio castanha e loira, como um meio termo entre os dois. Já meus olhos eram verdes. Verde daquele forte. E eu era normal fisicamente. Nem alto, nem baixo, ou gordo ou alto. Simples, como à maioria, acho eu, é.
    Coloquei as mãos no bolso e senti algo roçando. Tirei curioso e vi um papel amarelado e dobrado. Conseguia enxergar a caligrafia do verso escrita à tinta preta. Abri e li apressado e curioso.



    Roger soou como uma pedra para mim. Este era meu nome, provavelmente. N° 12 seria o destino de alguém. Ou a minha própria casa. Fui dobrando o bilhete quando notei uma coisa estranha. No canto direito, bem abaixo havia algumas letras coloridas.
    “P.S.: 15 25 40.” O que é isto? Algum tipo de código, alarme ou...
    Algo interrompeu meus pensamentos. Ouvi um chiado estranho atrás de mim e notei um gato preto deslizando por sobre um mural coberto de desenhos bizarros e preconceituosos. O gato chiou novamente e erguendo-se com ajuda de suas patas traseiras pulou alto o bastante para subir a borda do muro, de onde foi caminhando até seu destino. Olhei abaixo do muro. Havia alguma coisa escrita ali. Aproximei-me mais perto. Alguma coisa escrita com a mesma caligrafia esplendida e à mesma tinta laranja usada na criação da carta que eu recebi havia ali.
    - O que...? – comecei, me perguntando o que era.
    E escrito abaixo, do lado direito do mural, assim como minha carta alguém escrevera:
    “Não fuja. Não fique com MEDO”. E a última palavra soou em minha mente como se fosse um sinal.


    PARTE II
    Spoiler:
    Andei alguns minutos pela avenida ladeada por árvores até me deparar com uma casa com o número doze escrito. Havia um quintal na frente dela com vários arbustos e algumas plantas exóticas espalhadas pelo local. A grama bem aparatada era verde e fresca, como se tivesse sido lavada há pouco tempo.
    Uma trilhazinha pouco convidativa levava a porta de casa, que estava entreaberta. A parede de tijolos a vista da casa não tinhas janelas ou algum enfeite. Um prédio prateado tinha sido construído ao lado da casa e parecia estar em reformas no segundo andar. O bloco retangular era grande, com quase cento e cinqüenta metros de altura e várias janelas coloridas. Mas aquilo não me importava. E sim a casa.
    Um portão de madeira protegia a passagem para o quintal. O abri lentamente e atravessei a estrada de areia. Subi a escadinha de dois degraus na entrada da casa e bati a porta.
    Ninguém respondeu. Uma onda de calor veio até mim. Pensei em fugir, sair dali antes que alguma coisa acontecesse. Mas não sai. As palavras naquele mural me confundiram ainda mais.
    “Não fuja! Não tenha MEDO”! A palavra medo havia sido escrita com letras maiúsculas e... Contraditoriamente, com sangue.
    O significado poderia ser este mesmo. Não fugir ou ter medo da casa. Eu conhecia alguém ali. Que iria me ajudar a me lembrar de quem eu era.
    Espiei pela fresta e encontrei um sofá cor de abóbora que aparentava estar vazio e uma tevê LCD de trinta e duas polegadas ligada passando desenho animado. Um móvel onde a tevê estava em cima possuía um DVD que se encontrava desligado.
    Sem ter mais o que fazer ou chamar por quem quer que fosse, abri a porta e pelo que descobri, preferiria nunca ter entrado naquele lugar.

    PARTE III
    Spoiler:

    A primeira vista, tudo estava O.K. A casa era limpa e bem organizada, porém uma criança olhava tevê inquietamente em um pufe rosa que eu não enxergara pela fresta da porta. Como primeira impressão me deu raiva, por ter batido na porta e a garota não ter me atendido. A menina sentada no pufe parecia ser querida, mas séria. Sua expressão contra a tevê revelava uma raiva temporária pelo que acontecia no desenho. Seus cabelos castanhos eram lisos e soltos até a metade de suas costas. Um colar pendia em seu pescoço, fino e chamativo. Suas roupas eram comuns, mas seu casaco de pele que usava parecia ter custado todo meu conjunto de roupas.
    - Oi. – ela exclamou, sem olhar para mim. Concentrava-se na tevê. – Quem é você?
    Fiquei em silêncio esperando. Decepcionei-me por uns segundos. Ela deveria saber quem eu sou.
    - Acho que Roger. – murmurei.
    Ela olhou para mim. Sua expressão continuava igual.
    - Acha? Por que veio aqui, hein? – resmungou a garota.
    - Eu não sei. Está escrito em um papel o número de sua casa. Doze. Não estou certo? Alguém me mandou vir até aqui, eu acho. – deduzi, pensando alto.
    - Espere como é? Você acha que alguém mandou você vir até aqui? Então nem sabe quem te mandou? Quem diabos é você?
    - Roger, Roger... – repeti; encontrava-me incrédulo, na mudança tão radical de personalidade que a menina tivera.
    - Eu sei que é Roger! Roger do que?
    - Sei lá. Só sei que tinha isto escrito no meu papel. Não sei quem sou. Perdi-me, talvez. – conclui irrequieto. A garota se levantou do pufe, desligou sua televisão e aproximou-se de mim.
    - Me deixa ver. – ela mandou. Entreguei a carta a ela. Ela passou os olhos pelo texto, e em seguida notou os números no canto direito.
    – Você! – ela balbuciou, quase caindo no chão, assustada. - Como não pude me lembrar? Você é o 15 25 40. Você é ele! Por que não me disse antes? Venha, entre aqui que nós precisamos de sua ajuda.
    E com um gesto convidativo e de agradecimento entrei na casa da garota, enquanto ela fechava a porta atrás de si.

    PARTE FINAL
    Spoiler:
    Como eu pensava, a casa era comprida e extensa. As paredes eram brancas simples, como a maioria das casas, porém o teto era acinzentado, como o prédio que se situava ao lado. As maiorias das portas eram de madeira preta, cuidadosamente arrumada. Já o piso era daqueles ilusórios, que para onde você olhe parece existir milhares deles de tamanhos diferentes.
    O que me preocupava era que a garota estava sozinha. Sabia que ela podia ter idade para ser minha filha, mas concordei que não, pois ela não me reconheceu pelo nome. E sim pelos números estranhos.
    Entramos na cozinha e a menina me convidou para me sentar em uma cadeira ao lado de uma mesa redonda. A louça estava limpa, sem nenhuma sujeira na pia ou alguma sujeira no chão e parecia ser ela que limpara tudo aquilo. Colocou um prato para cada um e serviu um bolo com cobertura de chocolate que já tinha sido comido pela metade e alguns pães franceses. Fui servido com um suco de laranja artificial em uma jarra irregular.
    Claro, enquanto ela me mostrara a casa, tentei ser legal. Mas não ouve muito do que papear. Ora, não nos conhecíamos direito ainda. Nem sabia o nome dela ainda.
    Quando já estávamos lanchando que comecei.
    - Obrigado pela hospitalidade, mas, qual seu nome? – perguntei curioso. –
    - Sarah. Sarah Houl. Moro aqui nesta casa sozinha a pouco tempo. Talvez dois meses. Conheço você de algum lugar. Quer dizer... Ela conh... – a garota não terminou sua frase. Corou e voltou a comer um dos pães que mastigava com vontade.
    - Não é muito perigoso, não? A porta estava aberta. – comentei, pegando mais um dos pães e passando geléia.
    - Nunca houve nada comigo. Ainda espero meu amigo. Ele virá daqui a alguns minutos. Posso dizer que ele me protege sempre. – Sarah abriu um sorriso forçado. – Você vai conhecê-lo. Mas não duvide que eu more sozinha, pois é da mais pura verdade. Eu nunca menti.
    Ouve uma batida. Achei que fosse o portão da frente batendo.
    - Acho que ele já chegou. – disse ela, se levantou da cadeira rápido e saindo porta afora.
    Seguia desalento e vi-a parada. Sua boca se mexia, mas não saia nenhum som. Ela olhou para mim assustada e voltou seus olhos para o que ela enxergava. Corri até a porta da frente. Já escurecia. O sol já se punha totalmente e orvalho caia no crepúsculo da noite.
    Um vulto, encapuzado e sombrio cruzava o quintal. Seus passos silenciosos mal podiam ser ouvidos e ele pigarreou.
    - Você sabe quem é ele? – falei o medo já subindo minha cabeça.
    - A morte... – ela respondeu, saindo baforadas de ar de sua boca.

    Ralph :D Bem gente, é isto. Por favor, comentem o que acham e dêem sua nota.

    Hidekisan
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    Re: Sem Rumo

    Mensagem por Hidekisan em Seg Set 20, 2010 10:19 pm

    Uol, que legal, um conto muito curioso. Afinal o que significava os números? Por que a figura estranha e infantil da garotinha? E por que a morte estava ao encalço?
    Mistério.... Legal. Achei muito bom.

    Pheryus
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    Re: Sem Rumo

    Mensagem por Pheryus em Ter Set 21, 2010 12:26 pm

    Valeu por comentar, cara.^^'

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    Re: Sem Rumo

    Mensagem por KIU em Ter Set 21, 2010 12:36 pm

    Minha nossa, só espero que você não estrague tudo Ralph :D
    Olha a minha história também, o Ultimate Fantasy.

    See Ya!

    SteveTheCreeper
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    Re: Sem Rumo

    Mensagem por SteveTheCreeper em Qui Set 23, 2010 5:54 pm

    Cara esse é o 1 capitulo certo?
    Parece a 1 temporada de lost Ralph *-* (2)
    O Começo ta otimo queria saber como continua
    Boa Sorte

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    Re: Sem Rumo

    Mensagem por Pheryus em Qui Set 23, 2010 8:28 pm

    UHUhuasudahusd Lost é foda, Sarli! Obrigado pela atenção.
    OFF TOPIC: Vi todos episódios já...

    Lhu!
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    - : Nada :) - : nada :)

    Re: Sem Rumo

    Mensagem por Lhu! em Seg Jun 11, 2012 12:41 am

    Vai ficar legal para um jogo!

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    Re: Sem Rumo

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      Data/hora atual: Qua Dez 07, 2016 6:10 pm